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Mulheres ocupam 60% das vagas de trabalho em oito municípios da região

Cindy Santos

| Edição de | Atualizado em

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As mulheres lideram as contratações no mercado de trabalho formal em oito municípios da região. Entre janeiro e agosto deste ano, foram 1.207 novos postos de trabalho ocupados por mulheres, o que representa 60% do saldo total de 1.986 vagas referentes a Apucarana, Arapongas, Ariranha do Ivaí, Califórnia, Lidianópolis, Sabáudia, São Pedro do Ivaí e Mauá da Serra. No mesmo período, o público masculino preencheu 779 vagas, o que corresponde a 39,2% do saldo total. Os homens, contudo, lideram as contratações em outros 20 municípios da região. Os dados foram levantados pela Tribuna na plataforma do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O município com maior saldo de contratações femininas é Arapongas, com 822 vagas preenchidas por mulheres, patamar superior às 768 vagas ocupadas por homens no mesmo período.

Na sequência, aparece Apucarana, que contabilizou um saldo de 266 novos postos de trabalho para elas, contra 100 vagas formais garantidas pelo público masculino.

Chama a atenção que, em Mauá da Serra, o mercado de trabalho extinguiu 20 postos de trabalho ocupados por homens, enquanto as mulheres tiveram saldo positivo de 69 vagas. Situação semelhante ocorre em Sabáudia, que perdeu 114 vagas masculinas e abriu 47 novos postos para mulheres.

PERFIL

Os dados do Caged revelam que a faixa etária dos trabalhadores (de ambos os sexos) que mais garantiu vagas com carteira assinada foi a de 18 a 24 anos, acumulando um saldo positivo de 1.238 contratações. Quando o recorte avalia o grau de instrução, o ensino médio completo lidera de forma absoluta, com 1.632 vagas preenchidas.

A produção de bens e serviços industriais é o maior gerador de vagas, com mais de 1,5 mil trabalhadores contratados, seguido por serviços administrativos (322) e vendas (158).

ESCOLARIDADE E HABILIDADES GARANTEM VANTAGEM ÀS MULHERES, DIZ ECONOMISTA

Para o economista e professor do campus apucaranense da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Paulo Cruz, o avanço das mulheres no mercado reflete um movimento impulsionado pelo maior nível de qualificação e pela expansão da economia regional. Esse fenômeno, notado nas capitais desde a pandemia, agora se consolida fortemente no interior. Cruz destaca que o público feminino garante vantagem ao aliar escolaridade às habilidades demandadas pelos setores de serviços e indústria. Elas também romperam barreiras históricas, ocupando desde funções de alta gerência até atividades operacionais e pesadas, que hoje são perfeitamente facilitadas pelo uso de maquinários modernos. “As mulheres possuem maior aporte técnico em relação à escolaridade do que os homens. Além disso, um número crescente assume a responsabilidade familiar, o que, atrelado à carência do mercado por novos trabalhadores, as puxa cada vez mais para as frentes de produção”, avalia o especialista.