O prefeito de Mauá da Serra, Givanildo Lopes (União), anunciou que poderá viabilizar uma rota alternativa ligando o município a Faxinal pela PR-272 para desviar da cobrança do novo pedágio eletrônico. A declaração foi feita durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na noite de segunda-feira (2), onde o gestor criticou a instalação da nova praça de pedágio da BR-376, que vai funcionar no sistema de pórticos (free flow).
Giva afirmou que não aceitará o prejuízo aos moradores: “Se não pode na rodovia pedagiada, vamos abrir na que não é. A 272 não é pedagiada”, declarou o prefeito ao pedir apoio dos deputados para pavimentar o trecho alternativo.
Durante seu discurso, Giva relatou ter protocolado um abaixo-assinado da população local e questionou a justiça do modelo de descontos progressivos para quem ganha baixos salários. “O trabalhador que ganha R$ 50 ou R$ 70 por dia vai pagar cerca de R$ 20 para ir e voltar. É justo?”, questionou o prefeito. Para o gestor, o sistema atual pune o cidadão que utiliza a via diariamente para tarefas básicas, retirando recursos que deveriam circular na economia local ou ser investidos em serviços públicos. “O que está sendo atacado é o direito de ir e vir”, reforçou o prefeito, que vem brigando desde o início de seu mandato para transferir o local da praça, que divide a cidade e já foi alvo de uma ação judicial impetrada pela concessionária Motiva e PRF impedindo a realização de uma manifestação na BR-376.